Nos últimos anos, um novo termo vem ganhando destaque nas discussões sobre o mercado de trabalho: lazy job.
Apesar da tradução literal sugerir preguiça, o conceito vai muito além disso.
Para a Geração Z, que cresceu em um cenário de transformações digitais, crises econômicas e maior valorização do bem-estar, o trabalho não deve ser sinônimo de sacrifício extremo, mas sim de equilíbrio entre produtividade e qualidade de vida.
Essa mudança de mentalidade desafia o tradicional “trabalhar duro para crescer” e levanta debates sobre comprometimento, eficiência e saúde mental no ambiente corporativo.
Mas afinal, o lazy job representa uma ameaça à produtividade ou é um reflexo de um modelo de trabalho mais sustentável?
Neste artigo, exploramos o que está por trás desse conceito e como ele está moldando o futuro do trabalho.
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O que é lazy job?
O trabalho dos sonhos, para muitas pessoas, inclui uma excelente remuneração, flexibilidade no expediente e pouco ou nenhum deslocamento entre a residência e o ambiente profissional.
Essas características foram potencializadas por um novo fenômeno denominado lazy job – ou “trabalho preguiçoso”.
É difícil determinar se o conceito pode ser considerado uma tendência, sendo talvez mais apropriado defini-lo como um movimento, que surgiu nos Estados Unidos após a influenciadora americana Gabrielle Judge, de 26 anos, descrever sua ocupação como “lazygirlsjob” em uma publicação que se tornou viral no TikTok.
O conceito de “lazy job” refere-se a empregos que oferecem boa remuneração e benefícios, mas exigem um esforço relativamente baixo, seja em termos de carga horária, complexidade das tarefas ou nível de estresse.
Esse termo tem ganhado popularidade nas redes sociais, especialmente entre a Geração Z e Millennials, que buscam maior equilíbrio entre vida pessoal e profissional.
Diferente do que o nome sugere, esses empregos não envolvem preguiça, mas sim um esforço reduzido em relação ao retorno financeiro e à carga de trabalho tradicional.
Características de um lazy job
Lazy job refere-se a um tipo de trabalho que exige o mínimo esforço possível, seja em termos físicos, mentais ou de carga horária, sem comprometer a remuneração ou os benefícios.
Embora não tenha uma definição oficial, um lazy job geralmente possui as seguintes características:
Baixa carga de trabalho
As tarefas são simples, repetitivas ou demandam pouco esforço cognitivo. Há longos períodos de inatividade ou pouca pressão por produtividade.
Flexibilidade de horário
Muitas vezes, esses empregos permitem horários flexíveis ou até mesmo a possibilidade de trabalhar de casa, reduzindo deslocamentos e estresse.
Baixo nível de responsabilidade
Em um lazy job, não há grandes exigências de tomada de decisão, prazos críticos ou responsabilidades complexas.
Mínima supervisão
O trabalho pode ser realizado de forma independente, com pouca ou nenhuma supervisão direta, permitindo que o profissional administre seu tempo de maneira mais livre.
Baixo estresse
Diferente de cargos de alta exigência, os lazy jobs não envolvem situações de alto risco, pressão intensa ou necessidade de lidar com problemas urgentes.
Possibilidade de trabalhar paralelamente em outros projetos
Como a carga de trabalho e a supervisão são reduzidas, esses empregos permitem que a pessoa tenha tempo para estudar, tocar projetos pessoais ou até mesmo trabalhar em outro emprego.
Recompensa desproporcional ao esforço
Um dos maiores atrativos de um lazy job é a relação entre esforço e recompensa, ou seja, salários e benefícios que são considerados bons em relação ao nível de exigência do trabalho.
Exemplos de Lazy Jobs
Alguns exemplos mais comuns podem ser:
- monitor de segurança em locais de baixo movimento;
- funcionário de suporte técnico em turnos noturnos com baixa demanda;
- atendente de recepção em hotéis ou escritórios sem grande fluxo;
- moderador de conteúdos online com poucas interações;
- testador de aplicativos ou jogos com tarefas repetitivas e previsíveis.
Embora a ideia de um lazy job seja atraente para muitas pessoas que buscam menos estresse, é importante lembrar que a satisfação no trabalho também está ligada ao propósito e ao desenvolvimento profissional.
Benefícios do lazy job para os trabalhadores
O conceito de Lazy Job vem ganhando popularidade como um contraponto à cultura do hustle – trabalho excessivo e exaustivo.
Esse modelo de trabalho prioriza tarefas estratégicas, eficiência e equilíbrio entre vida pessoal e profissional, sem a necessidade de longas jornadas ou sobrecarga mental.
Algumas vantagens do Lazy Job, são:
Menos estresse e burnout
Ao focar na produtividade inteligente, os trabalhadores evitam o esgotamento causado por cargas excessivas de trabalho.
Melhor equilíbrio entre vida pessoal e profissional
Permite mais tempo para lazer, família, hobbies e autocuidado, promovendo bem-estar geral.
Maior eficiência e produtividade
O foco está em realizar tarefas com impacto, otimizando processos e eliminando desperdício de tempo.
Mais criatividade e inovação
Trabalhar sem pressão extrema melhora a capacidade de pensar fora da caixa e inovar.
Flexibilidade e autonomia
Muitas vezes associado a trabalhos remotos ou híbridos, o lazy job permite maior liberdade para organizar a rotina.
Menos cultura de presencialismo
Encoraja uma mentalidade de trabalho por resultados em vez de horas trabalhadas.
Maior satisfação no trabalho
Funcionários que não se sentem sobrecarregados tendem a ser mais motivados e engajados.
Esse modelo não significa ser improdutivo ou negligente, mas sim encontrar maneiras mais sustentáveis de trabalhar sem abrir mão da qualidade de vida.
Impacto do lazy job para os empregadores
O lazy job é um conceito recente que descreve a busca por empregos que ofereçam menos carga de trabalho e mais equilíbrio entre vida pessoal e profissional.
Esse fenômeno pode ter diversos impactos para os empregadores, tanto positivos quanto desafiadores:
Impactos negativos
Dificuldade na retenção de talentos: empresas que exigem alta carga de trabalho podem perder profissionais para organizações que oferecem menos pressão e mais flexibilidade.
Queda na produtividade: se um grande número de funcionários adotar essa mentalidade sem um alinhamento adequado com os objetivos da empresa, a performance geral pode ser afetada.
Desafios na cultura organizacional: empresas que valorizam alta performance podem ter conflitos culturais ao tentar integrar profissionais que buscam um ritmo de trabalho mais leve.
Redução na inovação e competitividade: funcionários menos engajados em assumir desafios podem afetar a capacidade da empresa de inovar e se destacar no mercado.
Impactos positivos
Melhora no bem-estar e satisfação dos colaboradores: funcionários menos sobrecarregados tendem a ser mais felizes e menos propensos ao burnout.
Maior eficiência: o foco na otimização do trabalho, em vez de apenas longas jornadas, pode levar a um melhor aproveitamento do tempo e menos desperdício de recursos.
Reforço na marca empregadora: empresas que se adaptam ao lazy job podem atrair mais candidatos qualificados em busca de equilíbrio e qualidade de vida.
Redução do turnover: com um ambiente de trabalho mais saudável, há menos rotatividade e custos menores com novas contratações.
Práticas recomendadas para implementar lazy job na sua empresa
O conceito de lazy job é uma tendência emergente que valoriza a eficiência no trabalho, focando na entrega de resultados com o mínimo de esforço, eliminando tarefas improdutivas e incentivando um equilíbrio saudável entre vida profissional e pessoal.
Para implementar essa abordagem de maneira eficaz em sua empresa, algumas práticas recomendadas incluem:
1. Definir objetivos claros e metas orientadas a resultados
- Adotar o modelo de gestão por objetivos e resultados, OKRs ou KPIs bem definidos para que os colaboradores saibam exatamente o que se espera deles.
- Priorizar entregas e impacto ao invés de horas trabalhadas.
2. Automatizar processos repetitivos
- Investir em ferramentas de automação para reduzir tarefas burocráticas e repetitivas, permitindo que os funcionários foquem em atividades estratégicas.
- Utilizar IA e softwares de produtividade para otimizar fluxos de trabalho.
3. Promover uma cultura de trabalho inteligente
- Estimular uma mentalidade de trabalhar de forma mais eficiente, não mais difícil.
- Incentivar o uso de técnicas como Pareto 80/20, Método Eisenhower e Princípio da Preguiça Inteligente – Lazy Genius.
4. Flexibilidade e trabalho assíncrono
- Permitir horários flexíveis e um ambiente de trabalho híbrido ou remoto sempre que possível.
- Adotar um modelo assíncrono para reduzir reuniões excessivas e permitir que cada colaborador trabalhe nos horários de maior produtividade.
5. Reduzir a carga de reuniões e microgestão
- Implementar reuniões apenas quando realmente necessárias e com uma pauta objetiva.
- Substituir reuniões desnecessárias por comunicados, como gravações de vídeo curtas ou documentos compartilhados.
6. Capacitação e autonomia dos colaboradores
- Incentivar a autonomia e a responsabilidade dos funcionários sobre suas próprias entregas.
- Oferecer treinamentos em produtividade, gestão do tempo e uso de ferramentas digitais.
7. Ambiente saudável e motivador
- Promover um equilíbrio entre vida pessoal e profissional, incentivando pausas e descanso adequado.
- Valorizar os resultados e não as horas extras como um sinal de produtividade.
Ao implementar essas práticas, a empresa pode criar um ambiente mais produtivo, reduzindo desperdício de tempo e energia, garantindo que os funcionários tenham um melhor bem-estar sem comprometer a entrega de resultados.
Impactos do lazy job no mercado de trabalho: o novo conceito da geração Z
O conceito de lazy job tem ganhado visibilidade como uma tendência de comportamento no mercado de trabalho, especialmente entre as novas gerações.
Esse conceito não significa, necessariamente, que os profissionais são preguiçosos ou descompromissados, mas sim que priorizam trabalhos que oferecem menos estresse, maior equilíbrio entre vida pessoal e profissional e exigências mais flexíveis.
Os maiores impactos dessa modalidade de trabalho no mercado, incluem:
1. Mudança na cultura corporativa
Empresas que tradicionalmente valorizam alta produtividade e longas jornadas podem enfrentar desafios na retenção de talentos.
A busca por cargos menos exigentes e com menor carga de responsabilidade pode forçar as organizações a repensarem suas práticas de gestão, promovendo jornadas de trabalho mais flexíveis, redução de carga horária e priorização do bem-estar dos colaboradores.
2. Atração e retenção de talentos
Os profissionais que adotam a mentalidade de lazy job tendem a procurar empregadores que oferecem benefícios como home office, jornadas reduzidas e menor pressão por resultados.
Empresas que não se adaptarem podem perder talentos para concorrentes que oferecem modelos de trabalho mais flexíveis.
3. Impacto na produtividade e nos modelos de trabalho
Se um grande número de profissionais optar por funções menos exigentes, pode haver um impacto na produtividade geral, especialmente em setores que dependem de alta performance e entrega rápida.
Isso pode levar empresas a investirem mais em automação, tecnologia e IA para compensar eventuais quedas de eficiência.
4. Reestruturação de carreiras e cargos
Com mais profissionais buscando funções menos intensas, algumas carreiras podem perder a atratividade, enquanto novas oportunidades surgem em áreas que oferecem maior qualidade de vida.
Trabalhos autônomos, freelancing e cargos administrativos com baixa complexidade podem se tornar mais valorizados.
5. Reação das empresas – benefícios e reformulação do trabalho
Para atrair e manter talentos, muitas empresas estão implementando estratégias, como:
- semana de quatro dias: redução da carga horária sem perda de salário;
- crescimento horizontal: menos pressão por promoções verticais, permitindo crescimento sem aumento de responsabilidades excessivas.
6. Impacto nos salários e na economia
Com menos pessoas buscando cargos de alta exigência, algumas empresas podem precisar oferecer salários mais altos para atrair talentos em funções críticas.
Além disso, se muitas pessoas migrarem para empregos mais leves, pode haver menor circulação de renda na economia, impactando o consumo e o crescimento de alguns setores.
O lazy job não deve ser visto como uma ameaça, mas sim como um reflexo da mudança nas prioridades dos trabalhadores.
As empresas que conseguirem equilibrar produtividade e qualidade de vida ficarão na vanguarda, retendo talentos e mantendo-se competitivas em um mercado de trabalho em constante transformação.
O conceito de lazy job minimizando o burnout
O lazy job pode ajudar a amenizar o burnout ao promover uma abordagem mais equilibrada e menos estressante ao trabalho.
Embora o termo “lazy” possa inicialmente sugerir uma atitude de desinteresse ou descomprometimento, no contexto de burnout, ele se refere à ideia de reduzir o ritmo de trabalho, adotar um estilo mais relaxado e focar em atividades que não exijam tanta pressão constante.
Aqui estão alguns aspectos em que o “lazy job” pode ajudar no combate ao burnout:
Redução da carga de trabalho
A principal característica de um “lazy job” é que ele envolve menos tarefas urgentes e pressão.
Ao reduzir a quantidade de trabalho e a intensidade das responsabilidades, o estresse diminui, permitindo que o indivíduo recupere sua energia e evite o esgotamento.
Equilíbrio entre vida profissional e pessoal
Trabalhos mais tranquilos tendem a proporcionar mais tempo para lazer e atividades pessoais.
Essa desconexão entre o trabalho e a vida pessoal é fundamental para prevenir o burnout, pois ajuda o trabalhador a ter tempo para recarregar suas energias fora do ambiente laboral.
Menos pressão e ansiedade
A cultura do lazy job valoriza uma abordagem mais tranquila e intencional para o trabalho, o que reduz o nível de ansiedade e a sensação constante de urgência, fatores que contribuem para o burnout.
Foco no bem-estar
Ao se afastar de metas muito agressivas e expectativas de alta performance, os indivíduos podem focar mais no seu próprio bem-estar.
Esse foco na saúde mental e emocional ajuda a prevenir o desgaste que leva ao burnout.
Criatividade e inovação
Em um ambiente de trabalho mais relaxado, as pessoas podem ter mais liberdade para pensar fora da caixa e ser criativas, sem a pressão de cumprir prazos apertados.
Isso pode resultar em uma sensação de realização sem o custo do estresse extremo.
Esse conceito não significa que a pessoa esteja “parada” ou “descomprometida”, mas sim que ela adota uma abordagem mais equilibrada e sensata ao trabalho, que prioriza o bem-estar e minimiza a sobrecarga.
Papel das lideranças na implementação do lazy job
O conceito de lazy job geralmente se refere a funções de trabalho ou estilos de gestão que priorizam menos esforço ou um ritmo mais lento, muitas vezes de forma estratégica.
A intenção é aumentar a produtividade a longo prazo ou melhorar o bem-estar dos colaboradores.
Em algumas interpretações, pode estar ligado à eficiência e à automação de tarefas, com ênfase em delegar ou otimizar o tempo de trabalho.
O papel das lideranças na implementação do lazy job envolve:
Promover a cultura de autonomia
Líderes devem apoiar os colaboradores para que possam realizar seu trabalho com mais liberdade e menos microgestão.
Isso pode envolver o uso de tecnologias ou processos que simplifiquem tarefas, permitindo que as equipes se concentrem em atividades mais estratégicas e criativas.
Delegar inteligentemente
A liderança precisa identificar as atividades que podem ser delegadas de forma eficiente, liberando os membros da equipe para focar em tarefas de maior impacto.
Além disso, devem garantir que as responsabilidades essenciais sejam cumpridas sem sobrecargas.
Estabelecer expectativas claras e resultados
Embora o estilo lazy job possa reduzir o ritmo de trabalho, líderes devem definir claramente os objetivos e as metas que devem ser alcançadas, deixando claro que a redução de esforço não significa uma queda na qualidade ou no desempenho.
Valorizar o equilíbrio entre vida pessoal e profissional
Líderes devem ser exemplo de equilíbrio, incentivando os colaboradores a não se sobrecarregarem.
Isso pode incluir políticas que promovam a saúde mental, o descanso e o foco na qualidade do trabalho, ao invés de um esforço contínuo e desgastante.
Adotar ferramentas e processos eficientes
Para permitir o lazy job, líderes devem investir em ferramentas que automatizem processos, permitindo que a equipe realize suas tarefas com maior eficiência, com menos esforço manual e tempo gasto.
Fomentar a inovação e criatividade
Ao diminuir as demandas repetitivas, os líderes podem abrir espaço para que as equipes explorem novas ideias e se envolvam em projetos mais criativos e de maior valor agregado.
A liderança deve, portanto, equilibrar a implementação de um estilo de trabalho mais “relaxado” com a necessidade de manter a produtividade, motivação e os resultados organizacionais.
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